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Os Ataques às Universidade Públicas Federais

14/07/2021

Amarildo Luiz Trevisan
Professor Titular de Filosofia da Educação, membro do departamento de Fundamentos da Educação.

Temos convivido diariamente, nos últimos tempos, com foco ao funcionamento interno das públicas federais, como um lugar de doutrinação de alunos, um lugar que não se tem liberdade de expressão, etc., etc. Nada de novo no front , conversa essa é antiga.

Mas, nos últimos dias, estes últimos estão se acentuado contra a UFSM por conta da eleição um reitor. Não só em colunas de jornais ou destaque de rádio e TV, mas, pasmem, ganhou um novo e importante aliado por parte de alguns vereadores da Câmara de Vereadores de Santa Maria. Inclusive, recebi um enviado por uma amiga nesse sentido, de uma vereadora que já foi aluna da UFSM, falando tais absurdos.

Ora, o que dizer dessa orquestração toda?

Creio que o nosso reitor, prof. Paulo Burmann, já respondeu a pessoas que atacam na universidade, embora tenha feito carreira graças à formação que recebeu no UFSM. Não é disso que vou falar.

Apenas gostaria de lembrar que nos Estados Unidos, os ex-alunos, que são bem-sucedidos na sociedade, costumam reconhecer e recompensar como universidades onde estudaram com polpudas verbas, auxiliando na compra de equipamentos para laboratórios, por exemplo, ou dando bolsas de estudos para estudantes carentes, etc.

Ou seja, coisa bem diferente do que acontece por aqui, onde as pessoas não só por vezes viram as costas, mas ainda costumam desfilar o seu ódio contra os professores e a própria instituição. Não é por nada que um abismo nos separa dos EUA como o dia e a noite, não?

Porém, eu gostaria de acrescentar algo para além do que tenho ouvido e assistido, dizendo o seguinte.

Na minha opinião isso faz parte dos governos e de uma pequena parcela da sociedade a todas as instituições democráticas, e, portanto, à própria democracia. Hoje, vivemos uma guerra do mercado contra uma democracia. Por isso, não só o Congresso Nacional, o STF, a CPI da Covid e tudo mais, também como universidades estão na mira do “deus mercado”, pois é ainda um dos poucos lugares da sociedade hoje que ainda se respira liberdade de expressão.

E isso tem ramificações nos municípios. Por isso, alguns vereadores, poucos é verdade, que são incapazes de fiscalizar os buracos nas ruas que a prefeitura deveria tapar, como estamos tropeçando diariamente no meu bairro, e por toda cidade, não tiram os olhos e não perdem oportunidade muitas vezes para encher a boca e falar mal da universidade em que estudaram. Por quê será que eles sentem tão incomodados?

Outros falam inclusivo tão mal do comunismo da China, mas o regime chinês deixa as universidades trabalharem em paz, não se mete nos seus assuntos internos.

Aqui, pelo contrário, o governo está trocando uma ordem de classificação da lista dos indicados a reitor das universidades e colocando no máximo as pessoas aparelhadas com suas ideologias.

Resultado: nas universidades em que isso já aconteceu, muitas delas viraram um caos, tanto é que na UFRGS já querem o impeachment do reitor, pelo que se tem notícia.

Na UFSM tem de tudo, tem gente de direita, gente de centro e gente da esquerda, aliás, como em todo lugar.

Já reitor de direita, reitor de centro e também reitor de esquerda, e alguns que nunca se definiram para onde bate o seu coração na política. Qual é o problema disso? Assim como na Câmara de Vereadores tem representante das mais diversas tendências políticas, caso contrário isso não seria democrático, não?

Qual é a dificuldade em conviver com a pluralidade de pensamentos e pensamentos? Será que só existe um caminho que leva ao céu?

Isso na minha opinião se chama Messianismo ... a doutrina política de que existe só um messias e que todos deve ser os seus seguidores, independentes de pensamento, o que fecha com uma padronização que o mercado quer impor a tudo pela via do consumo: o modo particular de vestir, o tipo de carro escolher, o padrão de beleza admirar, o tipo de música a curtir, etc.

Só posso solicitar, como educador, que isso ocorre porque tem raízes no saudosismo da pedagogia tradicional, do tempo em que as pessoas ainda se ajoelhavam em grãos de milho para pagar o preço por discordar do que era imposto por seus mestres, típico de quem faz confusão entre quartel e escola ou universidade.

 




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