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07/12/2020   07/12/20 18h40 | A+ A- | 342 visualizações

Ato nesta terça denuncia nomeações arbitrárias de reitores nas Ifes

Protesto virtual tem início às 18h30, com transmissão pelas redes sociais do ANDES-SN


Às 18h30 desta terça-feira, 8 de dezembro, as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) realizam ato virtual contra as nomeações arbitrárias de reitores (as) pelo Ministério da Educação (MEC).  O protesto é intitulado “Ato em Defesa da Democracia e Autonomia das IFES” e tem as seguintes entidades em sua comissão organizadora: ANDES-SN; Sinasefe; Fasubra; UNE e Fenet (Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico). A transmissão do ato ocorrerá, inclusive, nas redes sociais de todas essas entidades. Você pode acompanhar pela página de Facebook do ANDES-SN.

Além das entidades organizadoras, também confirmaram presença na atividade a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), parlamentares e reitores (as) eleitos (as) e não empossados (as).

Cabe destacar que, desde quando Bolsonaro assumiu a presidência, o MEC já empossou, nas Administrações Centrais de diversas instituições, 19 reitores que não haviam ficado em primeiro lugar nas consultas às comunidades acadêmicas. Desses, sete são reitores (as) considerados pro tempore, ou seja, eles sequer disputaram as eleições. É o caso da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Três dos 19 reitores (as) nomeados (as) arbitrariamente haviam ficado em segundo lugar nas consultas acadêmicas. Esse foi o caso da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Além disso, o Ministério também nomeou nove reitores (as) que ficaram em terceiro lugar na consulta pública, como observado na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal Rural do Semi-Árido/RN (Ufersa), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri/MG (UFVJM), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Carta

Recentemente, reitores (as) e diretores (as) não eleitos (as) divulgaram uma carta aberta em defesa da democracia. “A democracia é um valor que, para ser materializado, precisa ser praticado, e não apenas enunciado e debatido abstratamente. Não basta proclamar-se democrático. É preciso demonstrar, com ações, o respeito à vontade da Comunidade. E é justamente a falta desse respeito que vem sendo evidenciada, cada vez mais, pelas ações tanto do Ministério da Educação (MEC) quanto pelos colegas servidores que têm aceitado, contrariamente ao resultado das urnas, atuar como interventores ou como membros das equipes de intervenção nas Instituições Federais de Ensino que, desde 2019, tiveram negada a posse de suas reitoras e dos seus reitores/diretores eleitos”, aponta trecho do documento, que pode ser baixado e lido na íntegra aqui.

 

Fonte: Brasil de Fato e Sinasefe

Imagem: Sinasefe

Edição: Bruna Homrich/Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 



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